Archive for janeiro, 2011

Bases Atualizadas! E Megasena Acumulou!

segunda-feira, janeiro 31st, 2011

E aí pessoas desse meu Brasil milionário!? A coisa tá boa… tudo acumulando, pra ir pra o bolso de algum de nós né? A Mega, nessa quarta deve dar mais de R$20 milhões pra quem for sagaz o suficiente de acertar as 6 “móder fóquer” dezenas… esse será o Concurso 1254.

Como vocês são leitores espertos e querem o prêmio ganhar sozinhos já sabem que vai ter uma galera usando as dezenas 12-14-21-24-25-51-52-54 né? Eu acho improvável mais que 3 dezenas dessas caiam pois não é comum o 5 e 4 caindo repetidamente à 3 concursos consecutivos. Fora isso, ajeitei as bases de dados dos jogos e os resultados agora serão atualizados diariamente (assim que sair no site da Sra Caixa Econômica Federal)!

Acumulados essa semana: Megasena, Quina, Duplasena e Lotomania. E aí? Vamos jogar?

Pitaco é bom… e você gosta?

quarta-feira, janeiro 26th, 2011

Olá, pessoal do blog Números da Mega-Sena! Tudo bom com vocês? Na luta? Todo mundo brigando, ou melhor, testando a sorte para um dia conseguir uma quadra na Mega, para pagar aquela conta de telefone atrasada; ou uma quina, para dar de entrada num automóvel semi-novo; ou uma sena… para chutar o pau da barraca? É… eu também, sempre. Aliás, sempre digo no meu blog “UM DIA AINDA GANHO NA MEGA-SENA” que temos que ter fé nesta bagaça!

E como cheguei aqui? Ora… conheço o Proletário porque ele é leitor do meu blog e, através dele, trocamos informações sobre a Mega (e outras loterias).  Um belo dia, imagino com um sol danado batendo na cabeça do colega Proletário, deu na telha de me chamar para DAR O MEU PITACO aqui no site/blog. Como sou um cara muito gente boa e que escrevo com muita facilidade, além de também gostar de falar sobre a Mega-Sena, topei, no ato! E hoje… bem, hoje estou aqui, inaugurando a coluna “O pitaco do Clóvis“.

E você sabe o que é pitaco? Pitaco foi um estadista e um legislador da Grécia Antiga, que viveu entre 640 e 568 Antes de Cristo. Mas para a gente, pitaco é uma sugestão, um palpite, uma opinião, mesmo que ninguém peça! Aliás, PITACO aqui nesta minha coluna é o que mais vai ter, acredite. Mas para isso acontecer, vou precisar muito de sua colaboração, amigo leitor. Qual sua dúvida acerca à Mega-Sena? Que você gostaria de saber? Qual o seu sonho, sô? Tem alguma informação aí para gente postar no blog? Sim… porque sem a sua colaboração, como posso dar o meu pitaco?

Escreva para clovisnailton.roquefeller@gmail.com e me envie a sua dúvida.

Efeito dos Defeitos (ATENÇÃO: post enorme e chato)

quarta-feira, janeiro 26th, 2011

Daniel Kahneman, com a colaboração de Amos Tversky, analisou diversos resultados obtidos em cenários diferentes, onde as pessoas eram submetidas a escolhas como nas experiências de Allais, e pôde detectar os efeitos cuja existência reflete a maneira pela qual os agentes racionais deliberam antes de desempenharem uma linha de ação. Os fenômenos observados na reação de estudantes de universidades israelenses e dos Estados Unidos chocavam com alguns pilares da teoria da utilidade. Empiricamente, constatou-se que as pessoas superestimavam resultados que são considerados certos – o chamado efeito de certeza -, em face daqueles que para serem obtidos envolveriam o cálculo das probabilidades. Cerca de 82% de 72 estudantes entrevistados escolheram (Loteria I)…

  1. ganhar $2.400 certos,

enquanto os restantes 18% preferiam a loteria que pagava…

B.
$2.500, com probabilidade de 33%;
$2.400, com probabilidade de 66% e
nada com probabilidade de 1%.

apesar desta oferecer nove utiles acima da opção A.

Contudo, ao se depararem com outra situação (Loteria II) entre

  1. a chance de 33% de ganhar $2.500

ou

  1. $2.400 com probabilidade de 34%,

a maioria de 83% optou pelo sorteio “A” que era nove utiles acima da segunda loteria, violando o axioma da substituição, como advertira Allais. Pelo axioma da substituição, se a probabilidade de ganhar mais em “A” é preferida à de “B”, deveria ser preservada a mesma preferência em outro quadro, onde a certeza de um ganho oferecido em “A” fosse igualmente menor que a chance de obter o mesmo resultado anterior, agora em “B”.

O efeito da certeza foi observado em perspectivas que não preocupavam os agentes com perdas ou resultados negativos. Os casos que envolviam prospectos negativos, por sua vez, apresentavam outro fator virtualmente invertido em comparação ao de certeza, chamado efeito de reflexão. Como em um espelho, as respostas oferecidas pelos entrevistados refletiam uma ordem inversa das preferências para perdas, em contraste com as preferências por ganhos. Assim, entre 95 estudantes, 20% preferiram a loteria (Loteria III) cujo prêmio era…

  1. $4.000, com probabilidade de 80%,

ao passo que,

  1. $3.000 garantidos

eram escolhidos pelos outros 80%. Situação completamente diferente da seleção feita por 92% desses mesmos 95 que optaram depois pelo sorteio (Loteria IV) com…

  1. perda de $4.000 a 80% de chance,

enquanto 8% aceitaram…

  1. perder imediatamente $3.000.

Os ganhos positivos provocaram nos agentes aversão ao risco, enquanto os quadros de expectativas negativas estimulavam, ao contrário, a busca ao risco. Nessas ocasiões, os mesmos “equívocos” provocados pelo efeito de certeza foram notados em ambos os aspectos, positivo e negativo, com a busca pelo ganho seguro, mas de utilidade menor e preferência por resultados negativos incertos, embora de maior perspectiva, do que a perda absoluta. Por conseguinte, o efeito de reflexão eliminou a aversão pela incerteza nos sorteios negativos, como consequência paradoxal ao efeito de certeza, passando a incrementar a aversão por perdas e o desejo de ganhos imediatos.

A maneira pela qual os cenários eram montados, seja com loterias de resultados positivos ou negativos, gerou atribuições de valores diferentes pelos participantes aos sorteios. Isso ficou ainda mais evidente quando se detectou oefeito de isolação em arranjos feitos com resultados obtidos a partir de probabilidades equivalentes. Para facilitar a escolha, com frequência as pessoas deixavam de separar adequadamente os componentes semelhantes e distintos, nas situações propostas. Em decisões que tinham de ser tomadas em duas etapas sucessivas, como no seguinte exemplo (Loteria V – figura 1), onde havia a possibilidade de nada ganhar imediatamente e 25% de passar ao segundo estágio, no qual teria de escolher entre $4.000, com 80% de chance, ou obter $3.000 de uma vez, nas escolhas feitas antes do jogo começar, 78% preferiram a última opção – dois porcento a menos do que na Loteria III. Entretanto, quando defrontados com outra perspectiva, de ganhar $4.000 com 20% de probabilidade ou $3.000 com 25% (Loteria VI – figura 2), a primeira alternativa era selecionada por 65% dos entrevistados, apesar desta ser equivalente a primeira alternativa da situação anterior (Loteria V), já que 1/4 de 80% seria a taxa de 20% associada aos $4.000 daquela. De fato, os participantes interpretaram o jogo de dois estágios, como o da Figura 1, na perspectiva da formulação padrão da Loteria III e não a da Figura 2, devido o enfoque isolado da decisão tomada no segundo estágio da Loteria V (7).

As deliberações feitas em mais de uma etapa levam em conta a correspondência entre as projeções sem risco e a arriscada, a despeito da mudança objetiva das respectivas probabilidades ou resultados, tendo em vista todo caminho a ser percorrido. Ou seja, a sequência de sorteios em estágio permitiria, na visão dos envolvidos, descartar as perdas dos valores oferecidos antes, em uma única perspectiva a partir do seu ponto de decisão, como na formulação sequencialda figura 1, ao invés de duas situações isoladas da figura 2, na qual os resultados estavam vinculados a probabilidades de ganho, separadamente. Tal modo de compreensão viola a hipótese de que a seleção de loterias deveria ser determinada pela probabilidade final dos resultados, recaíndo a escolha sempre pelo maior ganho provável. O isolamento das projeções indicou que a certeza contingente de ganhos fixos atrai as pessoas para este resultado, mesmo depois de uma sequência de movimentos na qual a sorte interviu, ao contrário do que acontece em loterias com opções separadas, mas com chances idênticas a de outro quadro que tenha sido posto à frente do agente, embora em moldura diferente.

Na Teoria das Perspectivas (Prospect Theory) que desenvolveram para explicar a maneira pela qual os indivíduos deliberam sob risco, Kahneman e Tversky atribuíram muitas das anomalias detectadas à fase de “edição” das perspectivas, quando muitas operações que transformam os resultados e probabilidades são feitas – a saber: ordenação (coding) dos ganhos e perdas; combinação das probabilidades de resultados idênticos reduzida a uma só probabilidade;separação dos componentes sem risco dos incertos e cancelamento dos elementos comuns de uma mesma oferta, em loterias com mais de um movimento. Tudo em função das projeções oferecidas. Neste instante, as ofertas são editadas de diversas maneiras, segundo o contexto em que surgem. Assim, pequenas diferenças são eliminadas e componentes comuns cancelados por simplificações, provocando as inconsistências observadas depois. Ganhos com probabilidades extremamente baixas são descartados, amiúde, na fase de edição, enquanto as chances muito altas tornam os resultados “certos”.

Por outro lado, em um fenômeno atribuído a uma função de pesagem (weighting function), as pessoas preferem loterias que ofereçam altos valores com baixa probabilidade de ganhos, ao invés de valores pequenos e certos, como em $5.000 com 0,1% de chance, em lugar de $5 garantidos. Embora, aceitem pagar estes mesmo $5 a se arriscarem ao prejuízo de $5.000 com 0,1% de probabilidade. Além disso, a diferença entre pequenos montantes parece maior do que aquela variação de valores entre quantias maiores, como o incremento que é notado facilmente na passagem de 100 para 200 e quase ignorado na subida de 1100 para 1200.

Essas distorções oriundas da fase de edição levam a simplificações que são orientadas pelo princípio de escolha da perspectiva de valor superior. Ao mostrar isso, a Teoria das Perspectivas passou a ser considerada a tentativa mais precisa de descrever o comportamento de agentes racionais em cenários de risco ou incerteza. Pôde-se, então, saber o porque das mudanças das preferências pessoais nessas circunstâncias precárias. Notou-se também que a experiência prévia de cada um para situações semelhantes influenciam fortemente o momento de tomada de decisão. Pequenas mudanças na forma de apresentação das alternativas perturbam as escolhas, ainda que os resultados finais se mantenham os mesmos. A condição psicológica dos agentes racionais, portanto, pôde ser incorporada pela Teoria dos Jogos como um de seus elementos cruciais, agora que seus conceitos assumiam caráter formal de trato matemático. A probabilidade subjetiva e a cardinalidade das preferências voltavam a merecer uma maior atenção por parte dos economistas e matemáticos, no instante de projetar os modelos de jogos que se seguiram a essas descobertas.

Fonte: http://www.discursus.xpg.com.br/tjcf/114tjcfc.html